Os 7 erros fatais para uma franquia

Quer para franchisadores, como para franchisados.
Portugal está em franca expansão de novas franquias. Com conceitos mais variados e elaborados, confira alguns números que provam o crescimento do franchising em Portugal: neste momento, existem cerca de 600 franquias em Portugal nas mais diversas áreas e, de acordo com o “22º Censos e Franchising” relativo a 2016, este gerou 5,1 milhões de euros, é responsável por 2,79% do PIB nacional, assim como pela criação de 117.450 postos de trabalho (cerca de 2,55% do emprego em Portugal).

Para a sua franquia continuar a ser um sucesso, confira aqui 7 erros a evitar:

  1. Muitos franchisados têm desconhecimento total do sistema de franchising. Sem essa informação – e desconhecendo os seus direitos e deveres – só depois do negócio estar fechado, é que começam as reclamações que podem levar ao fecho da unidade. Por isso, se é franchisado, informe-se bem antes (como, por exemplo, a definição da sua área geográfica), e se é franchisador, explique tudo ao seu futuro franchisado.
  2. Dados financeiros errados. Normalmente, o franchisador elabora um plano de negócios ou um estudo de viabilidade económica generalista. No entanto, o mesmo na maioria das vezes não serve para todas as regiões/distritos. Por isso, é aconselhável fazer um estudo mais específico para cada situação.
  3. Falta de fundo de maneio. Hoje em dia, já é possível abrir uma empresa com apenas € 1,00. Na altura em que abri a MDWorld, eram € 5.000,00 no mínimo. E continuo a acreditar, que deve ser este o valor mínimo que cada empresa deve possuir para fazer face às despesas iniciais. Neste momento, já existem bancos que possuem uma linha de crédito muito vantajosa exclusivamente para franchising.
  4. Trabalho. Comprar uma franquia diminui o risco de erros, uma vez que o modelo de negócio já foi testado. No entanto, possuir o seu próprio negócio – mesmo com formação e ajuda do franchisador – não é garantia de sucesso. Tem de seguir o modelo, e trabalhar ainda mais que como empregado. Não se esqueça que um cliente mal atendido não volta. No entanto, a boa noticia é que como em qualquer negócio, se tiver uma boa equipa (e bem formada), com o tempo eles tomam conta do seu negócio e fica com mais tempo livre, para abrir até quem sabe outra franquia.
  5. Local errado. A escolha de um local errado, é já meio caminho para que uma franquia possa não ter sucesso. Neste caso, o franchisador e o franchisado devem procurar em conjunto o local ideal, tendo em conta não só se o negócio é de compras por impulso ou não, ou se a renda é equivalente ao que o franchisador aconselha, se o seu público-alvo se encontra naquela zona, etc.
  6. Perfil do franchisado. Este ponto é também muito importante. Se o franchisado não está consciente e disposto a trabalhar, por vezes até aos fins-de-semana (como é por exemplo o caso de restauração), se está empenhado, se é mesmo a área com que se identifica, se é empreendedor. O franchisado por sua vez, antes de escolher uma franquia, deve ter em consideração a área com que se identifica, e não apenas a “marca” ou o retorno da mesma.
  7. Estar presente. Se comprar uma franquia e não estiver presente, o mais certo é que não dê certo. Pelo menos nos primeiros 2 anos, é importante que seja o próprio a administrar o seu negócio. Apesar de ser um negócio testado, é fundamental cumprir com rigor as técnicas do franchisador, conhecer as dificuldades do dia-a-dia, poder dar feedback ao franchisador e conhecer os seus clientes.

Votos de sucesso!

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