Como escolher o Franchisado certo?

Portugal está a atravessar um período fértil no que diz respeito ao franchising. As pessoas finalmente parece que estão a perceber as vantagens do franchising, como uma alternativa ao emprego e até ao desemprego.

Escolher o franchisado certo, de acordo com o perfil do negócio, é a tarefa mais complexa do mundo do franchising. É preciso alinhar expetativas, condições financeiras e ambições pessoais para criar um ambiente em que todos ganhem.

O momento da selecção de um potencial franqueado é fundamental para a “saúde” dos negócios da rede. O processo deve seguir princípios rígidos que analisem diversos aspetos – que vão da capacidade financeira ao perfil psicológico do candidato. Para diminuir o espaço para erros, o ideal é que haja um equilíbrio entre todos os fatores envolvidos.

Mas como é possível identificar cada um desses aspetos?

Na parte psicológica há ferramentas bem conhecidas no mercado, que ajudam a traçar o perfil dos candidatos. A mais popular é o DISC. Mas existem muitas outras.

Porém, de nada adianta contar com boas ferramentas, se o dono da rede não conta com o desenho do perfil ideal de candidato que deseja.

Neste caso, é selecionar os franqueados mais eficientes já em atuação na rede e verificar os seus perfis, e as caraterísticas consideradas ideais. Depois é só verificar se os potenciais franchisados têm algumas dessas qualidades.

Na parte financeira, é fundamental que o franchisador verifique a capacidade do candidato de investir no negócio. O capital tem de ser suficiente não só para um investimento inicial, mas para conseguir ter um fundo de maneio suficiente até a empresa entrar em “velocidade de cruzeiro”.

Por fim, o franchisado deve certificar-se que o candidato conheça e se identifique com o negócio, além de atitudes e valores condizentes com a marca que ele irá representar perante o consumidor.

Existem muitos empresários que “criam” momentos informais, como jantares ou viagens. É nos momentos de descontracção que as pessoas costumam mostrar quem realmente são.

 

 1. O que o franchisador deve perguntar ao candidato a franchisado?

Quanto mais informações o franqueador fornecer na entrevista com o candidato, mais assertiva será a decisão do franchisado.

Mas isso não basta. O franchisador também precisa entender o histórico e o momento de vida do candidato para alinhar as expetativas que ele tem com relação ao negócio. Portanto, nessa entrevista não podem faltar perguntas como:

  • O que o futuro franchisado espera conquistar para a sua vida pessoal e profissional com a franquia?
  • Qual a dedicação que ele pretende ter para o desenvolvimento do negócio?
  • Quais são as suas condições financeiras e o que espera do suporte do franchisador, além da sua expetativa com relação ao negócio a longo prazo?

Também é importante detetar quais as habilidades que o candidato tem com relação à gestão de pessoas, seu nível de conhecimento e disposição para se dedicar ao empreendimento.

Por fim, conhecer o histórico pessoal e profissional do entrevistado é fundamental para os sucessos e insucessos do futuro. Até porque está a ser  iniciada uma parceria que, quando bem definida, é para a vida toda.

 

2. O que o franchisador deve apresentar ao possível franchisado?

No processo de selecção de um franchisado é fundamental que o franqueador transmita segurança, afinal, um dos motivos que fazem as pessoas investirem em franchising é a redução dos riscos.

Portanto, é essencial que o franchisador apresente uma estrutura sólida ou um modelo diferenciado para atrair a atenção do franchisado.

Mostrar o porquê vale a pena investir no negócio e o suporte que é dado durante a operação é fundamental para “atrair” novos empreendedores.

Nesse processo, algumas informações não podem deixar de ser transmitidas ao candidato.

A franquia deve apresentar casos de sucesso da marca, mostrar a estimativa de resultados financeiros e dados de desenvolvimento do mercado, comprovar que a região pretendida para o novo negócio tem potencial de crescimento e fornecer  dados históricos e organizacionais.

Dessa forma  existirá um bom começo para que não haja frustração de expetativas no futuro.

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